10 junho 2015

Antes.


Antes eu escrevia, eu amava escrever sobre nós. Amava pegar uma madrugada de uma quarta feira e jogar você no papel. Mesmo que me fizesse borrar as folhas de lágrimas que insistiam aparecer, eu continuava ali escrevendo, porque você me inspirava. Nossa história me inspirava. Eu achava que você só queria um tempo para pensar, para ter a certeza se era eu mesmo que você amava, embora nunca precisei disso para ter a certeza que é você que eu amo. Mas você nunca voltava, o tempo só passava e a tinta da caneta só acabava, não tinha mais papéis porque até o verso dos outros eu já tinha usado. Mas eu nunca desistir. Embora eu tenha pedido em metade das minhas orações para você ir embora de mim, você nunca ia. Implorei a todos os santos que colocasse outro você em meus planos, mas não posso pedir isso, porque você é único, e é por isso que eu me apaixonei. Mas não dava para aguentar você todos os dias acordando comigo, sem está deitado ao meu lado, mas sem falar nada, só perturbando o meu pobre psicológico. Você nunca foi embora, nunca pensou no quanto me fazia mal por fazer com que eu criasse uma esperança pela qual não passasse de um erro de interpretação. E você sempre soube todos os meus medos, dúvidas, comportamentos e atitudes, como não pude imaginar que você sabia o porque dos meus sumiços e devaneios. Peço pela última vez que vá de vez, e me deixe sozinha juntando os cactos que você quebrou. Vá. Ou fique.


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Criado por: Mariely Abreu | Todos os direitos reservados ©. voltar ao topo